terça-feira, 9 de abril de 2013

Conhecendo o "Caminho do Inhomirim" ou "Variante de Proença" de 1724.


"Sobre a Estrada de Ferro de Petrópolis - "Primeira estrada de ferro do Brasil, obra do clarividente e patriota brasileiro, Evangelista Irineu 
de Souza (sic) e que, por tal motivo foi feito Barão de Mauá pelo 
Imperador" / "Na Raiz da Serra , carruagens, cada qual puxada por 
quatro mulas" / "maravilhosa estrada" / "vegetação exuberante" / "em 
certos pontos a encosta da montanha é bastante íngreme e as curvas se 
sucedem de tal maneira...." / "no alto da serra, maravilhosa vista da 
baía".  (
Petrópolis - A Saga De Um Caminho. Carlos O. Fróes. IHP
)



Era sábado, 6 de abril de 2013. Nesse dia eu, a Professora Regina Brandão, e os alunos Adonai, Gerson,  e Natan, resolvemos encarar a travessia do “Caminho do Ouro” ou “Variante de Proença” datada de 1724, que na prática consistia uma variante do “Caminho Novo do Ouro” entre o bairro Alto da Serra, em Petrópolis até o bairro Vila Inhomirim ou Raiz da Serra, em Magé. 


Rio Mandioca ou Caioaba


Nossa aventura começou no bairro de Piabetá, em Magé, onde pegamos um ônibus da empresa Trel até o alto da Serra Imperial Fluminense, no ponto final da linha localizado na Rua Teresa. Lá paramos em uma padaria próxima para tomar café, compramos pães e um frango assado, que foram de grande utilidade dentro da mata. 

Vista da Serra da Estrela e da Baixada Fluminense ao fundo

Nosso grupo de aventureiros partiu então pela Estrada Velha da Estrela (datada do século XIX) até sua bifurcação com o leito da antiga estrada de ferro  que subia até Petrópolis. Chegamos então ao bairro Lopes Trovão, com sua ponte centenária por onde passava o trem. Lá paramos para tirar fotos. Logo mais abaixo seguindo o antigo leito da extinta ferrovia, encontramos os vestígios da “Variante de Proença”, após alguns metros encontramos a segunda ponte sobre um riacho, onde paramos para tirar fotos. Continuamos nossa descida, onde tiramos fotos e vimos fragmentos da estrada de ferro e do “Caminho do Ouro”, descemos também até o Rio Caioba, que mais abaixo passa a ser chamado de Mandioca e Inhomirim.  


Aspecto do "Caminho Novo do Ouro"


Após uma parada para nossa alimentação, pegamos a segunda bifurcação do lado oposto ao referido rio citado anteriormente. Seguindo em frente, encontramos uma bela cascata, onde Gerson e Adonai , tomaram banho, e os demais tiraram fotos e descansaram. Após esse breve descanso, adentramos  em nosso objeto de estudo e conhecimento, ou seja, o “Caminho do Inhomirim”.  Antes de chegarmos na referida trilha paramos na casa do gentil e cordial Senhor Antônio de Assis, que nos mostrou sua criação de abelhas e sua produção de mel, e os vários bichos criados em sua propriedade. 


Três momentos do transporte no Brasil
Cachoeira do rio mandioca-caioaba



Variante de Proença dentro da Serra da Estrela
"Freguesia de S. Pedro de Alcântara, Distrito da Villa de Estrella - Durante toda a fase em pauta, Petrópolis constituía-se numa subdivisão administrativa da Villa de Estrella, denominada Freguesia de São Pedro de Alcântara, sendo que toda a Ação Político-Administrativo de Petrópolis era conduzida pela Câmara Municipal de Estrella”. 
(Petrópolis - A Saga De Um Caminho. Carlos O. Fróes. IHP)


Estrada da Serra Velha e Ponte da extinta estrada de ferro

Em nossa aventura no “Caminho Novo do Ouro” tiramos mais de duzentas fotos, e podemos admirar  todo o potencial de beleza da Serra da Estrela ou Serra dos Órgãos, entre Magé e Petrópolis.  Outro ponto que é preciso ressaltar aqui é a qualidade da obra, que mesmo após mais de um século sem uso efetivo, continua em bom estado de conservação. O que não ocorre com as obras públicas da atualidade mesmo com toda nossa tecnologia do século XXI.  No  meio do caminho pegamos por duas vezes bifurcações que nos levaram ao rio mandioca ou caioba, porém na segunda vez fiquei impressionado com uma represa desativada que propicia uma linda queda de água.  Só que é triste ver todo o processo de degradação ao meio ambiente na região.  Vimos muito lixo e lançamento de esgoto entre os municípios de Petrópolis e Magé, logo há uma precaridade nas três  esferas do poder executivo (federal, estadual e municipal) no caso do último das duas prefeituras.  Chegando em Raiz da Serra ainda pegamos o trem movido a óleo diesel até Piabetá. Confesso que tinha receio em fazer essa trilha novamente, porque no início esta muito abandonada, e o mato esta tomando conta de tudo, mas para minha inteira surpresa sua preservação em Magé esta melhor que em Petrópolis. Valeu pessoal, obrigado por nossa aventura!     




"A Calçada de Pedra foi inaugurada por seu criador, S. A. o Príncipe Regente D. João, no mês de julho de 1809, durante a viagem que fez à Baixada, a fim de conhecer as obras que ordenara para remodelação do obsoleto “CAMINHO Novo”. Naquela ocasião, S. A. ficou hospedado por alguns dias na sede da Fazenda da Cordoaria, de propriedade do Capitão de Milícias João Antônio da Silveira Abernaz. Ela continuou a receber elogios até meados de 1850, quando foi substituída pela Estrada Normal da Estrella. Na década de 1850 ela, ainda, foi muito utilizada, até que fosse consolidada a pavimentação definitiva da via principal. Poucos, após comentários positivos, fizeram-lhe restrições por ser ela, em certos pontos, muito sinuosa, íngreme ou escorregadia." 
(Petrópolis - A Saga De Um Caminho. Carlos O. Fróes. IHP)





sábado, 23 de junho de 2012

Que semana tensa!!

12 anos de reich zitista.


Preciso comentar algo?


Como acabar com uma cidade, mas dessa vez sem usar balas!


Olha o neocorporativismo aí!


Para rir... rs...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Para pensar!



"Por razões que provavelmente devem-se a mim, mas sobretudo à situação do mundo, cheguei a pensar que aqueles que têm a oportunidade de dedicar sua vida ao estudo do mundo social não podem ficar neutros e indiferentes, distanciados das lutas das quais o resultado será o futuro desse mundo..." (Pierre Bourdieu)

“Ou os estudantes se identificam com o destino de seu povo, com ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo e, nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo.” (Florestan Fernandes)


quarta-feira, 30 de maio de 2012

PANTANAL – DUQUE DE CAXIAS


O bairro Pantanal no município fluminense de Duque de Caxias, está localizado em seu 2º Distrito que têm como sede o bairro de Campos Elíseos, famoso por sua refinaria (Reduc), segunda maior do país. Porém é preciso ressaltar que devido ao imenso vazio que há na ocupação humana na região, em virtude da existência de terras alagadas por estarem entre as sub-bacias hidrográficas dos rios Iguaçu e Sarapuí, a partir da ferrovia do ramal de Saracuruna, no bairro histórico do São Bento, por isso o Pantanal sempre esteve mais ligado ao 1º Distrito que têm como sede o Centro do município, sobretudo devido sua aproximação com o bairro Gramacho e sua estação de trens. O nome do bairro está associado diretamente a sua geografia, marcadamente composta por terras alagadas pela sub-bacia hidrográfica do rio Sarapuí, que nasce em Bangu na Zona Oeste da capital fluminense, drena grande parte da Baixada Fluminense - Nilópolis, Mesquita, São João de Meriti, Belford Roxo, até que nas terras duquecaxienses desemboca no maior rio da região, o rio Iguaçu, entretanto a topografia existente no bairro não é homogênea, por apresentar uma série de pequenas elevações. O Pantanal é divido nas localidades de Vila Rosário, Vila São José, Abc, Morro do Sossego e Jaqueira. 





A realidade histórica e social do bairro não é marcada por interesse de pesquisadores e de seus próprios moradores, que em sua grande maioria é formada por trabalhadores e gente simples – muitos retirantes do nordeste brasileiro, Minas Gerais e do Norte Fluminense. Podemos definir como três momentos históricos; o primeiro foi a construção do Solar da Marquesa, ou Castelo da Marquesa de Santos, amante do Imperador D. Pedro I. Mas para alguns esse castelo não passa de imaginário popular, pois o que havia no morro da Vila São José não passava de um engenho.

“... O castelo ficava numa pequena elevação, às margens do Rio Sarapuí, atualmente denominado Pantanal, na Vila São José, distante uns cem metros da sede do sítio onde residiu o ex-deputado Tenório Cavalcanti em seu auto-exílio. Aliás, na casa do Sítio São José, ainda podemos ver dezenas de ladrilhos portugueses recolhidos das ruínas do Solar da Marquesa, além de algumas belíssimas colunas de pedra, artístico trabalho de cantaria.” (LAZARONI, 1990:79)





O segundo momento refere-se à construção da antiga Rio-Petrópolis na década de 1920, sendo inaugurada em agosto de 1928, hoje praticamente abandonada com suas obras de duplicação arrastando-se desde 2005, deixou de ser Av. Presidente Kennedy para ser chamada de Av. Governador Leonel Brizola (RJ101).


“A estrada Rio-Petrópolis atravessando a Baixada Fluminense, vai ao km 17.950 passa por uma ponte de cimento sobre o rio Sarapuí atravessando o 8º Distrito de Caxias ao 1º de Nova Iguaçu.”  (PERES, in: Tôrres, 2004:79)

Em terceiro, temos por fato na década de 1950, fortes chuvas que resultaram em alagamentos, entre os anos de 1958 e 1959. Segundo relatos da memória social local,muitos desabrigados, moradores oriundos do 1º Distrito do município instalados no “mangue”, ou seja, nas terras baixas próximas ao rio Meriti, portanto com grandes chances de novas enchentes,após um período morando de forma precária e de improviso. Foram assentados no que hoje é a chamada Vila São José, ou simplesmente “vila”, ou ainda “vila do Tenório”.  A Vila São José com os seus 20 becos (ou ruas) foi construída para ser um conjunto habitacional destinado a gente humilde de Caxias, porém logo caiu nos tentáculos políticos do “homem da capa preta” – como Tenório (Natalício Tenório Cavalcante de Albuquerque) ficou conhecido. O povo só passou a ser dono de fato de suas residências após o ostracismo político de Tenório, com sua cassação pela ditadura militar, entretanto continuou a participar da vida política de Duque de Caxias, através de seu genro Hydekel de Freitas.  Aliás, esse tipo  de fenômeno político e social, o coronelismo, requer um novo texto devido sua extensa presença na vida política do Brasil. 



Problemas Sociais 
    




• O Pantanal como qualquer outro bairro da periferia do Brasil é uma localidade que apresenta dados assustadores, mesmo pertencendo a segunda cidade fluminense em arrecadação, e que se destaca entre as 10 maiores no ranking nacional dos PIB’s municipais, em um universo de mais de 5.000 municípios brasileiros, sendo a cidade fluminense que mais gera empregos. O município de Duque de Caxias já ocupou a terceira posição entre os municípios brasileiros que mais exportam, ficando atrás somente de São Paulo e São José dos Campos. Um bairro de uma cidade rica, com um povo pobre!

• Por minha própria experiência devido ao fato de sempre ter residido em D.Caxias, ao longo dos meus 25 anos, onde 18 anos foram no Pantanal, conheço na carne a realidade desse lugar.  Na área educacional temos unidades escolares administradas pelo estado e pelo município. O primeiro construiu dois Ciep’s  na década de 1980 e talvez por isso visivelmente assistimos todos os dias alunos do bairro estudando em escolas estaduais fora da comunidade, e também é preciso destacar as turmas superlotadas nas escolas do bairro.Na esfera municipal contamos com quatro unidades de ensino ( e nenhuma creche), onde a Escola Municipal Maria Clara Machado funciona precariamente por improviso no velho prédio com +/-50 anos do extinto Educandário Maria Tenório.



• O bairro sofre ainda com ruas esburacadas, falta de organização e sinalização no fluxo do trânsito; as calçadas são tratadas como extensão de suas propriedades por parte dos comerciantes e moradores, sem conservação, com falta de padronização o que em tese impossibilita o deslocamento de idosos e portadores de necessidades especiais. Os bares ou barracas fazem das calçadas salão para uso de seus fregueses, cabendo a população caminhar junto aos carros, sem falar no barulho independente do horário e do dia da semana. É muito comum encontrarmos lixeiras nas ruas, vazamentos nas tubulações da CEDAE, sem falar do livre deslocamento de animais de todo tipo de porte sem o menor controle.  É visível de se constatar o crescimento desordenado, sem fiscalização ou controle do poder público, ocupando-se assim ribanceiras e margens de rios, com graves consequências no verão.





• Esse ano assistimos o avanço da especulação imobiliária no bairro, com o inicio das obras de construção dos condomínios na região conhecida como “Sete Campos” ou ainda “Barrinho”. A iniciativa de construção de unidades habitacionais é excelente, até mesmo porque abrindo todas as ruas que terminavam no “barrinho” facilitará o fluxo dos moradores da localidade, pois até os dias atuais aquele gigantesco terreno tomado de mato exercia um grande condicionamento social ao bairro, porém estão ocorrendo situações que poderão trazer impactos para a comunidade local, em pouco tempo, e ninguém diz nada. O primeiro deles é a remoção de barro do morro localizado atrás da chácara do Tenório, como ficarão os moradores residentes no morro com essa retirada de aterro? Segundo, quem fará o concerto do asfalto destruído pelas ruas do bairro, devido ao intenso e pesado fluxo de caminhões?  Como ficará nas épocas de chuvas, leia-se no período que vai de novembro a março, os moradores cujo suas residenciais estão localizadas nas terras baixas entre a Rua Rouget Lisle, e o chamado “Barrinho”, por serem de fácil inundação como ocorreu em dezembro de 2010? Prova dessa facilidade em alagamentos é que a construtora responsável pela execução da obra aterrou todo o canteiro de obras. Como ficará a crescente demanda por água no bairro com o crescimento da população?



• Todos esses fatores aqui citados devem ser debatidos, pois tudo foi feito sem consulta aos moradores da localidade, ou seja, como os moradores são pessoas em sua grande maioria leigas, simples e humildes, portanto pertencentes às chamadas "minorias sociais", não devem ser respeitados, essa é a lamentável mentalidade que vigora. A população deve sim procurar sua participação no dia-a-dia da localidade, participando das deliberações, pois ser minoria social não é desculpa para se negar a participar da arena e do debate político, afinal decisões refletem na vida de todos. Tomemos como exemplos a população indígena da Bolívia, as mães da praça de maio na Argentina, e os últimos acontecimentos que resultaram na queda de históricas ditaduras no Oriente Médio e no Norte da África.





• O morador do Pantanal deve saber, sobretudo, exercer seu papel de cidadão, e não trocar seu voto pelo que há de mais atrasado, por festinhas realizadas em praças que são públicas, por apoios em ações das Igrejas. Não se deixem levar mais uma vez por promessas feitas pelos politiqueiros de plantão, o cidadão não precisa de intermediários entre ele e o poder público, pois é cidadão e deve ser respeitado e ouvido. O papel constitucional do vereador não é fazer obras, e nem pode fazer, pois não pode gerar gastos ao aos cofres públicos, quem faz obras é o chefe do poder executivo, ou seja, prefeito, governador e presidente. É preciso que busquemos renovação política, chega de mais do mesmo!




 • A água sempre foi um problema terrível na comunidade. Não há saneamento básico! O que há é a canalização dos esgotos até valas e canais que levam todo o esgoto ao rio Sarapuí, ou seja,  nem sequer uma única gota de esgoto é tratada. O fornecimento de água potável pela CEDAE é precário, geralmente ocorre apenas em anos eleitoras, restando ao morador o uso de poços artesianos, onde não há qualquer controle de qualidade da água consumida. Muitas das vezes as escolas são obrigadas a suspenderem suas aulas, pelo fato de não terem fornecimento de água.



• Na esfera da saúde simplesmente podemos afirmar que não existe qualquer iniciativa do poder público, seja ele qual for, pois não há postos de saúde, nem ao menos as caixas de ferro milionárias que são as UPA’s. Assim resta a população local recorrer em tempos eleitoras aos chamados “centros sociais” dos políticos de quinta categoria de plantão no lugar. Um morador do Pantanal para obter atendimento médico só possui três alternativas: pagar em um hospital ou clínica particular; dormir na porta dos precários hospitais públicos existentes no município, seja ele estadual ou municipal; ou ainda é possível recorrer aos hospitais da capital fluminense, onde também são obrigados muitas das vezes dormir ou amanhecer em filas para serem atendidos. No 3º e 4º distritos a população recorre aos municípios vizinhos de Magé e Petrópolis.







• Já que falamos dos poderes executivo e legislativo em Caxias, quanto gestão municipal atual, assim como todas as outras do passado é um desastre absoluto no que diz respeito ao planejamento administrativo; o (des)governador fluminense com nicho de subprefeito carioca, levou de Caxias nas últimas eleições algo em torno de 80% dos votos, para nada fazer na cidade, e ainda assim têm nas mãos todos os inúteis deputados com base política no município, e o próprio prefeito. Uma gente que “vive da política” e não “para a política”, seus atos na vida pública são apenas com o intuito de obterem vantagens pessoais, sobretudo porque a política lhes dá a chance de lavarem suas cidadanias. Por isso é que não estão nem aí para o sofrimento do povo,não temos segurança pública, uma secretaria de ação social séria e forte com ações para orientar nossos jovens, que estão vulneráveis aos narcóticos, a criminalidade, as gestações precoces, aliás essa pasta em Caxias só serve mesmo para dar de presente a mulher de quem interpreta o papel de governo ao logo do tempo, seja quem for.  Com todos esses fatores ainda têm gente que fala da Região Nordeste ou ainda da África, não se pretende minimizar o sofrimento dos irmãos dessas regiões, porém quando saio de casa percebo que temos muito em comum, ou seja, falta de perspectiva de vida. Um bairro grande como o Pantanal não possui uma área de lazer decente. E a Igreja como instituição inserida no contexto social terreno, também pode fazer a diferença, como exemplos temos: o alemão Martin Lutero, o norte-americano Martin Luther King, os brasileiros e moradores da Baixada Fluminense, João Cândido (metodista) e Solano Trindade (presbiteriano).