quinta-feira, 3 de novembro de 2011

IGREJA METODISTA WESLEYANA DE PIABETÁ


Essa Igreja ama você! Mas também espera.

Disse Jesus, em João 5:40:

"(...) E não quereis vir a mim para terdes vida.(...)


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

UM NOVO TEMPO!!!




“E não quereis vir a mim para terdes vida.” (João 5:40)


Eu assim como qualquer outro ser humano quero ser amado, pois é bom sentir-se amado. Porém ressalto que melhor que todo o amor dessa terra em que tudo passa, maravilhoso é ser amado, chamado e capacitado pelo Senhor Jesus - o autor e consumador de minha fé. É bom saber que o Senhor acredita em nosso chamado.


“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hebreus 12:1-2)

“Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus.” (1 Tessalonicenses 1:4)
Eu me recordo que meu primeiro contato com o Evangelho foi por volta dos 8 anos quando minha irmã mais velha, começou a caminhada com Cristo na Assembléia de Deus do Fragoso, Município de Magé. Era muito gostoso ouvir o 'LP' da Rose Nascimento, “ Cinco Letras Preciosas”. Acredito que Deus estava querendo revelar-se em minha vida. Assim em épocas de festividades era convidado por minha amiga de infância Rosana Matos, que pertencia a Igreja Metodista Wesleyana do Pantanal (IMW), em Duque de Caxias. Porém só comecei a seguir o Evangelho mesmo que timidamente em 1999 na IURD da Vila Rosário em Duque de Caxias, onde permaneci por poucos meses e me batizei.


“E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” (Romanos 8:30)

Então fiquei por pouco meses sem Igreja para congregar, até que no dia 20 de maio de 2000 ao visitar a IPSP do Corte 8, em um culto de consagração, me reconciliei com Senhor e lá permaneci por 6 anos. Eram tempos maravilhosos mesmo diante de lutas. Na verdade fiquei na matriz da IPSP - Corte 8 por um pouco mais de 1 ano, devido ao fato de minha família ter trocado de bairro, saído do Pantanal e ter ido morar no Pilar, sendo ambos em Duque de Caxias. Então fiquei +/- 5 anos na IPSP do Pilar. Após o ano de 2007 me afastei novamente da Igreja, mas não dos princípios do cristianismo, porém quase caí em apostasia, mas o Espírito Santo convence o homem do pecado e sempre estava me dando chance para voltar a comunhão. Ressalto aqui que minha mãe permaneceu firme na presença do Senhor durante todo o tempo, combatendo o bom combate.

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.” (1 João 4:10)
O fato de ter ficado tanto tempo longe do bom, perfeito e agradável caminho do Senhor, deve-se exclusivamente ao meu duro coração, não há nada pior que não dar ouvidos ao chamado e aos ensinamentos do Senhor. Foram tantas oportunidades, através de várias pessoas que vinham falar do Evangelho, uma coisas é certa, nesses momentos até o ar fica melhor, como é maravilhoso sentir o perfume do Espírito Santo Consolador. Até que em dezembro de 2009 ao tentar saber notícias do meu pai, que se encontrava internado no Hospital de Acari, fiquei aguardando o pessoal do serviço social, e comecei a conversar com uma senhora que depois fiquei sabendo ser membro da IMW, e que não por coincidência, mas por JesusCidência, era enfermeira da mesma universidade em que eu estudava (HUPE-UERJ). O tempo passou, e eu estava quase concluindo a minha graduação, aí em 2010 quando me matriculei para adquirir 2 créditos restantes conheci uma pessoa que faltava conhecer. Só que desta vez os meus caminhos levaram-me a ser aluno da Amada Professora Ariadner Ecar, em Cristo Jesus, um dia quando estávamos conversando eu e a referida Professora, ela me deixou uma palavra para meditação e disse que pertencia a IMW - Niterói. Quando terminou o semestre fui passar uns tempos em Piabetá, aonde fiquei morando.

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28)






No ano de 2008 durante minhas férias de julho da faculdade, fui visitar junto com minha sobrinha a Congregação da IMW de Piabetá, nesse dia embora não me lembre do nome do pregador da noite, ouvi uma palavra maravilhosa que só mesmo o Espírito Santo é capaz de inspirar um homem. Saí dali sabendo que ali o poder de Deus se manifestava, ficando como referência para minha vida.


“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3)

Ao vir morar em Piabetá em 2011, resolvi após ouvir na rádio 93.3FM uma palavra do Pastor (ou Pastorzão) Marcos Gregório do Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, procurar uma lar espiritual e permanecer debaixo de uma autoridade pastoral. Assim desde janeiro de 2011 comecei a frequentar o culto de quarta-feira da IMW - Piabetá, depois Deus me tocou para ir aos domingos à noite, e posteriormente na EBD.


“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1 Tessalonicenses 5:18)


É bom conhecer e viver com um povo alegre, que mesmo diante de lutas, possuí fé para louvar o ETERNO. Passei a amar essa Igreja! Não posso deixar de ressaltar aqui a atenção que me fora dada pelos amados irmãos, não vou citar ninguém para não correr o risco de cometer alguma injustiça. Até que no culto da “Ovelha Perdida” em 10 de abril de 2011, Deus me impactou tremendamente quando a irmã Vanessa dirigente do culto, louvou o hino “Não Ceda” da Rose Nascimento. E para completar o Presbítero Roni pregou sobre o “BOM PASTOR e sua voz“, não havia mais como evitar a voz doce, libertadora, vivificante do Senhor Jesus. Então no final do culto ao ser feito o apelo, fui até o altar, assim retomei minha comunhão com o Senhor.

“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Filipenses 1:6)

Era domingo, 03 de julho de 2011, o pregador da noite era o Presbítero Dinho, que pregou sobre tema: “Deus acredita no teu chamado”. Essa palavra tão maravilhosa e vivificante, me tocou profundamente em um momento de luta. No domingo seguinte (10/04/11) fomos participar da ceia na Igreja Sede de Suruí, onde fui aceito finalmente como membro da Amada Igreja Metodista Wesleyana por adesão. O culto foi extremamente maravilhoso, seguido do batismo dos novos convertidos. É bom ser chamado pelo Senhor Jesus, melhor ainda é saber que Ele acredita em meu chamado. Confesso que jamais imaginei que fosse me tornar um cristão-protestante, mas não apenas por liturgia ou simples religião, mas sobretudo pelo fato de saber que é possível ser templo do Espírito Santo, viver em Cristo e amar o seu reino eterno. O Evangelho não é só um fenômeno religioso fruto da vivência humana em sociedade (cultura), mas ele é antes o poder de Deus manifesto na terra. Aliás ainda vou escrever aqui porque não aceito que nos chamem de conservadores ou mesmo atrasados, pois ser cristão e protestante é ser revolucionário. Não posso me esquecer aqui das minhas amigas de faculdade que tanto contribuíram para o meu retorno, são elas: Monique de Olim, Monique Ferreira e Tatiana Guimarães.


“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1:16)

Eu louvo ao autor e consumador de minha fé, Senhor Jesus Cristo, por mesmo me conhecendo e sabendo de minha natureza humana, quem sou, aonde ando e quem eu procuro, por ter me chamado e escolhido; e também por ter colocado em meu caminho seus templos vivos na terra, e suas testemunhas, para que seu Evangelho transformador alcançasse o meu viver, que tanto o necessitava. EU CREIO EM TUDO O QUE A BÍBLIA DIZ!!!!


“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” (Hebreus 7:25)




O ano de 2011 têm sido diferente em minha vida, pois somado ao meu retorno Igreja, tenho ainda a realização de sonho lindíssimo, porém isso ficará para os próximos dias.



“Ouvi-me, ilhas, e escutai vós, povos de longe: O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome.

E fez a minha boca como uma espada aguda, com a sombra da sua mão me cobriu; e me pôs como uma flecha limpa, e me escondeu na sua aljava;

E me disse: Tu és meu servo; és Israel, aquele por quem hei de ser glorificado”
(Isaías 49:1-3)


Fonte bíblica:
http://www.bibliaonline.com.br/





quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Reserva Biológica do Tinguá - Nova Iguaçu





Como poucos sabem, 30 de Abril é por Lei Estadual - DIA DA BAIXADA FLUMINENSE (LEI Nº 3.822, de 02/05/2002). Esse ano o Campus Multidisciplinar da UFRRJ realizou uma semana de atividades em comemoração a essa data. Assim eu pude finalmente após muito tempo conhecer a Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu, porém é preciso ressaltar aqui que ela também abrange territórios de outros municípios fluminenses. São eles: Duque de Caxias, Miguel Pereira e Petrópolis.




Eu confesso que estava morrendo de medo de não poder realizar esse sonho devido ao tempo chuvoso da semana. Mas resolvi encarar... Saí de Piabetá em Magé, ainda de madrugada fazia muito frio e a chuva não parava, peguei um ônibus da Viação União com destino a Av. Brasil, onde fiquei no trevo das margaridas (Cidade Alta - Cordovil). Lá embarquei em um ônibus da Viação Blanco até o viaduto do bairro da Posse, em Nova Iguaçu, mas sempre encarando muita água.





Ao chegar no Campus da UFRRJ, eu e outros expedicionários fomos informados que o trabalho de campo estava assegurado pois em Tinguá não estava chuvoso. Fomos nós... Chegando em Tinguá paramos para comer, ir ao banheiro, conversar e aguardar a funcionária do IBAMA que nos guiaria. Logo na entrada da reserva tivemos uma palestra. O mais interessante foi ver tantas paisagens lindas de uma Baixada Fluminense repleta de belas cachoeiras, fauna, muito verde, pouco conhecida em totalidade, mas muito discriminada.



SOU DA BAIXADA FLUMINENSE, AMO ESSA REGIÃO!!!!!!




http://www.forumculturalbfluminense.org.br/diadabaixada.html
www.ipahb.com.br



Guapimirim - "A Terra do Dedo de Deus”.



Era o dia 5 de fevereiro de 2011, um típico sábado quente do verão fluminense, após várias tentativas finalmente me foi possível conhecer o belíssimo Município de Guapimirim, na Baixada Fluminense - “A Terra do Dedo de Deus”. O município é muito agradável com apenas pouco mais de duas décadas de emancipação política e administrativa. Esse passeio só foi possível graças aos conselhos de Amiga Marilene Vargas, professora e moradora da cidade.





Eu passei a noite no Pantanal, Município de Duque de Caxias, por achar que ficaria mais fácil encontrar a turma, porém não estava com muito sorte. Ainda no bairro do Corte 8 peguei um trânsito terrível devido a um acidente próximo a antiga fábrica textil união, mesmo descendo do coletivo e caminhando não deu tempo para pegar o trem na estação de D.Caxias, que nos possibilitaria baldiar para o trem do ramal Guapimirim em Saracuruna.




Ao chegarmos em Saracuruna, o trem com destino Guapimirim havia partido, e como o próximo só... rs... Nossa única opção foi caminhar até a rodovia Rio-Magé, onde foi possível embarcar em um ônibus lotado da Viação Reginas rumo ao nosso destino ou paraíso. Após os limites territoriais de Duque de Caxias e Magé (Rio ou canal Imbariê), há uma praça de pedágio em Bongaba, desse ponto em diante entramos na antiga Rio-Teresópolis (atual Rod. Santos Dumont). Em Bongaba é possível ver a Iª Estrada de Ferro do Brasil, inaúgurada em 30 de abril de 1854 pelo então Barão de Mauá; ainda na região temos o Porto da Vila Estrela, local pelo qual passou boa parte do ouro proveniente de Minas Gerais no século XVIII através do Caminho Novo (Variante de Proença ou Caminho do Inhomirim datado de 1724.). O município fluminense de Magé é dos mais antigos da Bacia da Guanabara com quase 500 anos de ocupação, porém mesmo assim é extremamente verde. Encontramos muita mata atlântica, maguezal, pastos e pequenos povoados como o bairro de Santa Dalila.





A cobradora do ônibus nos indicou o ponto da estação no Centro de Guapimirim, onde ficamos, pedimos informações e partimos. Ressalto que a população sempre nos tratou com muita cordialidade. Eu particularmente adoraria morar em Guapimirim - “A Terra do Dedo de Deus”. Então encaramos +/- 2h de caminhada pela Estrada do Sertão até o bairro da Barreira, nessa estrada encontramos lagartos grandes, sítios modestos e de luxo, mas o que choca sobretudo é o verde opulento da Serra dos Órgãos, e as vezes trechos do Rio Soberbo (acredite, considere esse nome!). O que mais nos atrapalhou não foi o terreno ou a distância, e sim o calor. Ao chegarmos na localidade da Barreira, ficamos na cachoeira da pedra do escorréga - rio soberbo. O paraíso na terra! Guapi é uma cidade bela! Nosso dia, meu, Júnior e Daniele foi agradável mesmo a última pessoa aqui citada não tendo permitido aqui todas as fotos tiradas. Nesse dia estavam presentes no local os membros da Igreja Assembléia de Deus do bairro Vista Alegre - Município de São Gonçalo. Pessoas maravilhosas!!! O local é do tipo que quando estamos esquecemos da vida, e não temos vontade de retornar ao dia-a-dia da vida tão corrida.















segunda-feira, 11 de julho de 2011

Conhecendo Barra de Guaratiba e praias selvagens












Essa aventura se deu em um típico dia escaldante de verão fluminense. Após chegar ao Centro de Duque de Caxias, embarquei em um ônibus da Viação Expresso com destino ao bairro de Campo Grande, Município do Rio de Janeiro. Eu havia pedido ao motorista para me avisar quando estivesse próximo da estação de Campo Grande, porém ele quase acabou com o meu dia e passeio, graças a Deus percebi que já estava saindo do referido bairro de destino. Então após caminhar alguns minutos, finalmente encontrei minha amiga Tatiana Guimarães, aguardamos por alguns minutos até a chegada dos amigos Júnior e Carla.
Após comprarmos água e frutas, pegamos uma van com destino ao bairro de Barra de Guaratiba, durante o percurso avistamos desde bairros simples habitados por operários\trabalhadores até áreas despovoadas e estradas cercadas por manguezais, ou seja cruzamos toda a Zona Oeste carioca. Após breve visualização da Restinga de Marambaia, atravessamos todo o calçadão da Praia de Barra de Guaratiba, percorremos algumas ruas e ladeiras do bairro, até que só havia mata e o belíssimo visual do oceano diante de nós, por aproximadamente uma hora e meia, tempo de nossa caminhada. O bacana do trajeto é ver mesmo que de longe a Praia do Perigoso e a Ilha da Tartaruga.
Essa trilha nos chamou a atenção pela quantidade de arbustos repletos de espinhos. O sol apesar de nos ter possibilitado o passeio, foi impiedoso, mas chegamos em nossa primeira praia maravilhosa, que para ter acesso ainda foi preciso vencer uma corda nas rochas. Porém a Praia do Meio é simplesmente linda, onde podemos ver o encontro da Mata Atlântica com a vegetação do tipo restinga. Ressalto ainda que deste ponto existem avisos informando da presença de cobras peçonhentas. Nossa presença foi rápida, quase de passagem na Praia do Meio, após pegamos a mata novamente, onde a Carla ficou procurando os maracujás. Logo estávamos na Praia Funda, que é a pior no que tange acesso pois tivemos de nos locomover sentados e nos arrastando pelas rochas, somando esse terrível fator ainda tínhamos de enfrentar os espinhos da vegetação. Lá descansamos por alguns minutos e logo nos dirigimos para a última praia, que aliás é a mais bela das “chamadas praias selvagens”. A Praia do Inferno possui um nome bem sugestivo para o local, pois lá o mar não é tão calmo, basta ver as rochas massacradas por suas ondas, porém ressalto que p local é belíssimo e não nos permite pensar em voltar para casa.
Em nossa aventura optamos por permanecer na Praia do Meio devido o acesso e a distância do bairro mais próximo, embora de todas a melhor seja a Praia do Inferno, por apresentar uma fonte potável. Nossa tarde foi maravilhosa na Praia do Meio com suas gaivotas, suas águas de tom azul-esverdeado (ou verde-azulado) e sempre transparentes. Ideal para acampar e fugir da selva barulhenta da metrópole. Eu de negro estava vermelhão ao final do dia em Barra de Guaratiba, onde o pessoal foram em busca de banho, porém não havia mais água em um bar próximo. Antes de partimos comemos o popular “podrão” na praça do bairro, aliás nosso retorno foi terrível no ônibus da Viação Jabour. Porém quero afirmar que estou louco para voltar as chamadas “praias selvagens” de Barra de Guaratiba. Valeu amigos aventureiros de ciências sociais – UERJ (2006).

segunda-feira, 6 de junho de 2011


Esse (des)governador canalha, neoliberal, político profissional... governador fluminense com nicho de subprefeito carioca, simplesmente odeia o funcionalismo fluminense. Jamais esquecerei quando madou a PM atirar nos professores do Estado, alguns aposentados que após anos de serviços prestados ao povo fluminense... assim como o bombeiros são tratados como marginais. Lembro ainda que o Estado do Rio de Janeiro é composto por 92 municípios e não apenas pela capital, talvez seja ótimo mesmo Cabral não conhecer nada para além da bacia da baia de guanabara, pois só o vejo apoiando os donos dos meios produtivos em detrimento de quem não tem "eira, nem beira", quem não é de família tradicional, ou ainda não pertence aos grupos de exterminio. Ressaltando que esse tratamento deveria ser dado aos políticos profissionais do PMDB e de seus apêndices que estão roubando o povo fluminense. Gostaria de saber cadê os quadros de 'esquerda' que dão suporte a esse nefasto (des)governador em nome de um "projeto maior". Cadê os neocorporativista que firmaram uma parceria com Cabral desde 2006? Sérgio Cabral merece uma morte digna dos porcos!!! Cadê os seguintes partidos de esquerda: PT, PDT, PSB, PCdoB? Eu sei aonde estão! No bolso do Cabral e do capital, do neocorporativismo petista.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Os trens fluminenses




No dia 30 de abril de 1854 foi inaugurada a primeira ferrovia do Brasil, ligando Guia de Pacobaíba (hoje Mauá) a localidade de Vila Inhomirim ou Raiz da Serra, Município de Magé. Data pelo qual é comemorado o Dia da Baixada Fluminense (Lei Estadual N° 3.822, de 02/05/2002). Em 1858 é inaugurada a Estrada de Ferro Pedro II (hoje Central do Brasil), atingindo Machambomba (atual Centro de Nova Iguaçu), Queimados e Japeri. Em 1876 é inaugurado um novo trecho ferroviário (Estrada de Ferro Rio D' Ouro – A Ferrovia da Águas), com o intuito de transportar dutos de ferro para abastecer a Corte, com os mananciais da Serra do Comércio, São Pedro (hoje Jaceruba), Tinguá e Xerém (atual Reserva Biológica do Tinguá). Uma vez que a cidade do Rio de Janeiro sofria com o desabastecimento de água. Em conseqüência a Baixada Fluminense perdeu grande parte de suas matas, devastadas para o fornecimento de carvão e lenha para as locomotivas. Sem falar dos altos índices de óbitos entre os trabalhadores que ao morrerem tinham seus corpos queimados, daí a suposta origem do Município de Queimados (Cemobafluminense). Conforme as locomotivas faziam suas paradas para o abastecimento de carvão, foram surgindo vilas que posteriormente foram elevadas à categoria de distritos, até que alguns foram transformados em municípios, porém somente em 1883 em caráter provisório começam a circular os primeiros trens de passageiros. Em Vila Merity (atual Centro de Duque de Caxias) chegariam apenas em 1884.



Com a política do "bota tudo abaixo" do então Prefeito Pereira Passos, as terras dos subúrbios cariocas, e da Baixada Fluminense recebem boa parte desse excedente humano, somado a chegada de retirantes de todas as partes do país, transformando esses bairros e municípios em cidades operárias. Na época a Baixada Fluminense era composta apenas pelos municípios de: Magé, Itaguaí, Paracambi, e Nova Iguaçu, onde grande parte de sua força de trabalho realiza um movimento pendular com o Município do Rio de Janeiro diariamente, situação agravada após a crise da citricultura no pós-guerra. É possível verificar a inter-relação entre a metrópole carioca e a Baixada Fluminense, a partir das noções de apropriação e dominação, tendo a reprodução do espaço como pano de fundo. A cidade do Rio de Janeiro com seus mais de 6 milhões de habitantes recebem toda sua água da Baixada Fluminense através do Rio Guandu que tem suas águas engrossadas através da captação de água do rio Paraíba do Sul e da represa de Piraí. Hoje apenas 40% da Baixada Fluminense possui acesso à água tratada fornecida pela CEDAE, embora forneça água para o Rio de Janeiro desde o século XIX. A maior violência na região ocorre contra sua própria população que enfrenta trens lotados e sujos e ônibus mal conservados que os despeja aos milhares na Central. De certa forma é possível afirmar, como fez Barreto (2007) em "Baixada Fluminense: antigas imagens, novas representações", que os meios de transporte que interligam o Rio e a Baixada Fluminense (trem, metrô, e ônibus), sempre lotados, possibilitam uma "co-presença" entre os moradores das duas localidades. Ou seja, até por questões sócio-históricas, a Baixada Fluminense nada mais é do que a continuação dos subúrbios cariocas. Os municípios dessa microrregião são células urbanas integradas ou anexadas ao Rio de Janeiro através do aperfeiçoamento dos ainda precários sistemas de transportes da capital.



Assistimos nos últimos dias a revolta popular dos passageiros do sistema ferroviário da Região Metropolitana. Uma população que não suporta mais o descaso e os maus tratos praticados pela SuperVia e pelo Governo Fluminense, responsável pela concessão do serviço ferroviário. Mesmo após uma década de privatização os ramais de: Saracuruna – Guapimirim e Saracuruna – Vila Inhomirim (ou Raiz da Serra) ainda operam movidos a óleo diesel. O (des)governador Sérgio Cabral (PMDB) diga-se de passagem um governador fluminense com nicho de subprefeito carioca, antes de chamar os usuários de vagabundos deveria fiscalizar a SuperVia, que aliás tem como advogada a sua esposa Adriana Anselmo. A SuperVia que assumiu os trens do Rio de Janeiro na década de 1990 quando o Estado do Rio de Janeiro era governado (ou desgovernado) por Marcello Alencar (PSDB) e aqui no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral presidia a ALERJ (PSDB), assim foi extinto o sistema fluminense – CBTU. Atualmente o Governo Fluminense compra os trens e reforma estações, cabendo a SuperVia levar o dinheiro arrecadado para o exterior em seu país de origem. Um grande exemplo de sucesso das políticas neoliberais.



O canalha Sérgio Cabral ao invés de melhorar os transportes na Baixada Fluminense e na Zona Oeste preferiu criar linhas de ônibus ligando a Baixada Fluminense à Barra da Tijuca, com o intuito de levar mão-de-obra e desqualificada (ou barata) para atender a construção civil e a especulação imobiliária das empreiteiras, outras empresas e trabalho doméstico. E principalmente beneficiando o cartel das empresas de ônibus que já monopolizavam o transporte na Baixada Fluminense e Zona Oeste. Quando dados do próprio governo dão conta que a transformação da malha ferroviária da Região Metropolitana em metro de superfície custaria menos da metade dos recursos destinados a construção do metro da Barra da Tijuca, pois já existem o trilhos caberia assim algumas transformações e comprar composições. Vale recordar a perseguição sofrida pelos profissionais do transporte alternativo, com uma desculpa tão lavada do envolvimento desse setor com grupos armados, agora não se fala dos "seguranças" das empresas de ônibus. situação dos trens no Rio de Janeiro.



Até quando a Baixada Fluminense continuará fornecendo água potável, mão-de-obra e tantas coisas mais para o Rio de Janeiro e, em troca recebendo lixo, descaso e abandono por parte do poder público? O Estado que age de forma truculenta para agradar aqueles interesses mesquinhos, que pregam o recrudescimento das leis contra quem não tem "eira nem beira", contra quem não é de família tradicional ou não detém os meios de produção. Na verdade esses ramais que vão até os municípios mais distantes (Magé e Guapimirim) estão sempre reduzidos a sucata. Na minha opinião, corrijam-me se estiver errado, é que se o sistema funcionasse corretamente, grande parte daqueles ônibus que chegam ao Rio pela Av. Brasil não seriam necessários. Os usuários apenas querem um transporte seguro, pontual e que a concessionária os trate de forma digna e sobretudo humana. Só na cabeça de Sérgio Cabral (PMDB) "vagabundo" acorda as 4 da manha para pegar trem ou ônibus.



Essa mesma mídia que recebeu mais de 450 milhões de publicidade do (des)governo Sérgio Cabral, muito antes da grande mídia usar de forma sensacionalista a situação do transporte ferroviário fluminense. O Poeta Negro Solano Trindade que como muitos nordestinos, foi morar no Rio, radicando-se em Duque de Caxias e posteriormente em Realengo, ficou sensibilizado com a realidades dos trabalhadores nos trens. Assim em 1944 escreveu o livro "Poemas de Uma Vida Simples", onde encontramos o seu declamadíssimo "Trem sujo da Leopoldina". "Assim quando o poeta pode perceber, que o trem que levava os trabalhadores de volta as suas casas depois do dever, cansados, músculos e estômagos com dores, denunciava entre ferragens e vapores".



Ah! Quantas caras tristes querendo chegar, em algum destino, em algum lugar. Trem sujo da Leopoldina, de novo a correr, de novo a dizer. Tem gente com fome... Só nas estações, quando vai parando lentamente começa a dizer, se tem gente com fome, dá de comer, se tem gente com fome , dá de comer, se tem gente com fome , dá de comer. Mas o freio de ar, todo autoritário manda o trem calar. Psiuuuuuuuuuu !!!!”.