Trem sujo da Leopoldina correndo correndo parece dizer tem gente com fome tem gente com fome tem gente com fome.
Piiiiii
Estação de Caxias de novo a dizer de novo a correr tem gente com fome tem gente com fome tem gente com fome.
Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem,
Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dzier
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Tantas caras tristes querendo chegarem algum destino em algum lugar
Trem sujo da Leopoldina correndo correndo parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Só nas estações quando vai parando lentamente começa a dizer
se tem gente com fome dá de comer
se tem gente com fome dá de comer
se tem gente com fomedá de comer
Mas o freio de artodo autoritário manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuuu
http://www.quilombhoje.com.br/solano/solanotrindade.htm
sexta-feira, 18 de abril de 2008
SOU NEGRO
Sou Negro meus avós foram queimados pelo sol da África minh'alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs .
Contaram-me que meus avós vieram de Loanda como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi Era valente como quê Na capoeira ou na faca escreveu não leu o pau comeu Não foi um pai João humilde e manso.
Mesmo vovó não foi de brincadeira.
Na guerra dos Malês ela se destacou
Na minh'alma ficou o samba o batuque o bamboleio e o desejo de libertação...
Contaram-me que meus avós vieram de Loanda como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi Era valente como quê Na capoeira ou na faca escreveu não leu o pau comeu Não foi um pai João humilde e manso.
Mesmo vovó não foi de brincadeira.
Na guerra dos Malês ela se destacou
Na minh'alma ficou o samba o batuque o bamboleio e o desejo de libertação...
SOLANO TRINDADE: Cantor da alma coletiva
Solano Trindade nasceu em Recife (PE), em 24 de julho de 1908, e morreu no Rio de Janeiro em 1974. Fez o curso propedêutico da Academia de Comércio de Recife, foi operário e funcionário público federal, no início de sua carreira (Serviço Nacional de Recrutamento). Publicou Poemas de uma vida simples, 1944, Seis tempos de poesia, 1958, e Cantares de um povo, 1963, entre outros.
Negra bonita
Negra bonita de vestido azul e branco
Sentada num banco de segunda de trem
Negra bonita o que é que você tem?
Com a cara tão triste não sorri pra ninguém?
Negra bonita
É seu amor que não veio
Quem sabe se ainda vem
Quem sabe perdeu o trem
Negra bonita não fique triste não
Se seu amor não vier
Quem sabe se outro vem
Quando se perde um amor
Logo se encontra cem
Você uma negra bonita
Logo encontra outro bem.
Quem sabe se eu sirvo
Para ser o seu amor
Salvo se você não gosta
De gente da sua cor
Mas se gosta eu sou o tal
Que não perde pra ninguém
Sou o tipo ideal
Pra quem ficou sem o bem...
Negra bonita de vestido azul e branco
Sentada num banco de segunda de trem
Negra bonita o que é que você tem?
Com a cara tão triste não sorri pra ninguém?
Negra bonita
É seu amor que não veio
Quem sabe se ainda vem
Quem sabe perdeu o trem
Negra bonita não fique triste não
Se seu amor não vier
Quem sabe se outro vem
Quando se perde um amor
Logo se encontra cem
Você uma negra bonita
Logo encontra outro bem.
Quem sabe se eu sirvo
Para ser o seu amor
Salvo se você não gosta
De gente da sua cor
Mas se gosta eu sou o tal
Que não perde pra ninguém
Sou o tipo ideal
Pra quem ficou sem o bem...
SOLANO TRINDADE
EPIGRAMAS CAXIENSES
A cidade onde eu moro
É como o mundo tem criminosos e santos
Há os que exploram
E há os explorados
Quando o mundo mudar
A cidade onde eu moro
Mudará também.
SOLANO TRINDADE
NEGROS
Negros que escravizam e vendem negros na África não são meus irmãos.
Negros senhores na América a serviço do capital não são meus irmãos.
Negros opressores em qualquer parte do mundo não são meus irmãos.
Só os negros oprimidos escravizados sem luta por liberdade são meus irmãos.
Para estes tenho um poema grande como o Nilo.
SOLANO TRINDADE
Quem tá gemendo
Quem tá gemendo Negro ou carra de boi?
Carro de boi geme quando quer
Negro não
Negro geme porque apanha
Apanha pra não gemer
Gemido de negro é cantiga
Gemido de negro é poema
Geme na minh'alma
A alma do Congo
Do Níger, Da Guiné
De toda a África enfim
A alma da América
A alma universal
Quem tá gemendo Negro ou carro de boi?
quarta-feira, 16 de abril de 2008
SAMBA DA GRANDERIO 2007
"Vou falar da minha terra ô ô ôMinha fonte de riqueza
Vou abrir meu coração
E a história do meu chão vou cantar (vamos lá)
Ai que terra boa de plantar
Povo bom de trabalhar valente guerreiro
Que capinou ô ô foi carvoeiro
Construiu um município cem por cento brasileiro
Depois fabricou motor de avião
E criou um sindicato modelo de trabalho e união
Quando o Rio de Janeiro era capital
Imigrantes estrangeiros vieram pra cá
E o sonho caxiense se realizou
Foi preciso emancipar pra melhorar
Foram leis foram decretos mas a mão do povo prevaleceu
E na velha estação um adeus a Meriti Caxias nasceu
O homem da capa preta o rei da baixada
Ajudava o nordestino amigo da criançada
Salve a Igreja do Pilar.
Nossa crença, nossa fé
Joãozinho da Golméia foi o rei do Candomblé
Quero brincar a vontade
Lembrar com saudade a minha raiz
Cair na folia no grupo de congo
Quadrilha e calango eu vou dançar feliz
Na minha refinaria tem combustível para exportação
Eu sou de Caxias sou pura energia
Suficiente pra alegrar seu coração
Bom de bola bom de samba paixãoCom Perácio aprendi a sambar de pé no chão Igual Zeca Pagodinho deixa a vida me levar
Eu me chamo Grande Rio e qualquer dia chego lá"
ACADÊMICOS DO GRANDE RIO - 10 ! NOTA 10 ! QUATRO ANOS SEGUIDOS NO DESFILE DAS CAMPEÃS !!! ANO QUE VEM É NOSSO !!!
Vou abrir meu coração
E a história do meu chão vou cantar (vamos lá)
Ai que terra boa de plantar
Povo bom de trabalhar valente guerreiro
Que capinou ô ô foi carvoeiro
Construiu um município cem por cento brasileiro
Depois fabricou motor de avião
E criou um sindicato modelo de trabalho e união
Quando o Rio de Janeiro era capital
Imigrantes estrangeiros vieram pra cá
E o sonho caxiense se realizou
Foi preciso emancipar pra melhorar
Foram leis foram decretos mas a mão do povo prevaleceu
E na velha estação um adeus a Meriti Caxias nasceu
O homem da capa preta o rei da baixada
Ajudava o nordestino amigo da criançada
Salve a Igreja do Pilar.
Nossa crença, nossa fé
Joãozinho da Golméia foi o rei do Candomblé
Quero brincar a vontade
Lembrar com saudade a minha raiz
Cair na folia no grupo de congo
Quadrilha e calango eu vou dançar feliz
Na minha refinaria tem combustível para exportação
Eu sou de Caxias sou pura energia
Suficiente pra alegrar seu coração
Bom de bola bom de samba paixãoCom Perácio aprendi a sambar de pé no chão Igual Zeca Pagodinho deixa a vida me levar
Eu me chamo Grande Rio e qualquer dia chego lá"
ACADÊMICOS DO GRANDE RIO - 10 ! NOTA 10 ! QUATRO ANOS SEGUIDOS NO DESFILE DAS CAMPEÃS !!! ANO QUE VEM É NOSSO !!!
Assinar:
Postagens (Atom)